Cada vez mais, a política (e a comunicação; são mais ou menos a mesma coisa) depende de pintar o mundo de preto e branco e jogar um grupo contra o outro. Tem que tirar da mão do eleito a caneta para gastar na besteira que bem lhe aprouver, para proibir o que não curte e para indicar os juízes que interpretarão as leis. E ser eleito é passagem só de ida para o clube dos milionários, dos 0,1%, sem ligação nenhuma com a população, conexão total com a elite da elite.Hoje, ela desempenha um papel bem mais triste: o da ex-atriz que volta-e-meia aparece em programas como o da Luciana Gimenez, magra e decrépita, implorando que lhe dêem uma chance de voltar à ativa.

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É uma série, certo, mas contém duas transas que são tão boas como ela. Entre outras coisas, em todos esses exemplos brilha o inegável atrativo de seus protagonistas. Se o mais célebre sedutor veneziano não o fazia, nós também não vamos: “Deus sabe que a coleção de Casanova não é uma galeria de belezas”, escreveu Stephan Zweig.

Não dá para tirar os olhos do magistral plano-sequência que encerrou o quarto capítulo. Alexandra Daddario algemando Woody Harrelson momentos antes de mostrar-lhe o peito nu e converter-se em uma amante de fantasia. Um documentário produzido pelo Canal Plus em 2007, , no qual alguns dos rostos mais conhecidos do cinema espanhol contam como são filmadas as cenas de sexo.

Às vezes está tão implícito na trama que apenas produz uma piscada mas, com elipse ou sem ela, e até com a mudança do plano do filme depois do quinto beijo, uma transa é uma transa, e com o sexo acontece aquilo que dizia Chet Baker: “Todos somos suspeitos de sermos viciados”.

E enfim, como existe sexo para dar e vender, escolham vocês mesmos, aqui vai a genial sequência do trem na qual as duas amigas apostam uma caixa de chocolates para ver quem consegue ficar com mais homens antes de chegar na estação seguinte.

Alcino Diniz e Costinha aproveitaram a gigantesca campanha publicitária da superprodução hollywoodiana para lançar simultaneamente sua paródia terceiro-mundista.

A referência eram Renato Aragão e cia., que vinham batendo recordes de bilheteria parodiando contos de fada, heróis da literatura, filmes e seriados estrangeiros - é simplório, com o herói reclamando do congestionamento de cipós ou dizendo que Wilza Carla está mais para elefante do que para rainha dos homens-leopardo (nos anos 1970, "politicamente" e "correto" eram palavras que não andavam tão juntas como hoje em dia).

A queda do avião que levava Eduardo Campos foi uma notícia boa, no exato sentido do termo. E esta é razão porque toda a imprensa do planeta Terra anda torcendo secretamente pela vitória de Donald Trump. Seja para o profissional ou o You Tuber, o dono da Fox News ou da Al Jazeera, do Le Monde ou do site ali da esquina. Entendeu que hoje, em que o mundo da comunicação é dominado pelas redes sociais, o importante é causar - e mais que isso, o importante é dividir.

E jornalistas, como todo mundo, adoram se sentir importantes. Onde podia render muitas outras surpresas, porque possivelmente fora do esquadro, nem petista, nem tucana. mas jornalista gosta de notícia boa porque dá repercute, dá audiência e dinheiro, que é o que interessa no final do dia.

No Brasil, o PT foi demonizado; já o PT descarta qualquer crítica a seu período no poder como golpismo. Cada vez mais, os eleitores pelo planeta afora estão escolhendo a notícia boa. Aumenta a cada dia a probabilidade de elegermos o candidato mais histriônico e mais divisivo, o que promete soluções simples para problemas complexos, toda solução cabendo em Tweet, toda declaração planejada para viralizar.